Ainda se ambientando a Madri, depois de três anos e meio como cônsul-geral em Chicago, o diplomata João Almino trocou nesta semana os 40ºC da cidade espanhola por dias gélidos em Passo Fundo (RS) , onde foi anunciada, anteontem à noite, sua vitória no 7º Prêmio Zaffari & Bourbon de Literatura, pelo romance “Cidade Livre” (Record).

Quinto livro de uma série que tem Brasília como pano de fundo, “Cidade Livre” seguiu uma tradição das obras anteriores do autor ao superar 227 outros romances na escolha do júri – dos cinco títulos de Almino que envolvem a capital federal, apenas o segundo, “Samba Enredo” (1994), não recebeu nenhuma honraria importante no País. Mas o Zaffari & Bourbon, como lembra, oferece hoje ao vencedor “o maior prêmio brasileiro não estatal”, R$ 150 mil.”Fico contente sobretudo porque estou em boa companhia. Aqueles que foram previamente premiados são todos bons escritores”, diz, sobre nomes como Mia Couto e Cristovão Tezza. “Isso sem falar na minha concorrência nesta edição. Havia lido vários dos dez antes mesmo de serem finalistas, era muita coisa boa”, comentou ontem pela manhã, durante entrevista coletiva na 14ª Jornada Nacional de Literatura de Passo fundo, o diplomata, reconhecido pelo apoio que dá à causa da literatura brasileira no exterior.Assim como na ficção, Almino tem várias passagens por Brasília – viveu na cidade por um período antes de cursar o Instituto Rio Branco e, depois, nas funções de diplomata. Descobriu no local uma cidade que serve também como metáfora. “Não é só uma cidade, é um projeto que acompanha toda a história do Brasil independente, associada a esse sonho de modernização.”Nascido na cidade norte-riograndense de Mossoró em 1950, dez anos antes da fundação de sua cidade-personagem, Almino disse que via desde o começo dois caminhos possíveis para sua ficção. A primeira era o regionalista, desde sempre alimentada pelas várias temporadas que passou no sertão do Ceará e pela leitura privilegiada que pôde fazer de romances como os de Graciliano Ramos na pequena biblioteca de seu pai. Mas sentiu que a segunda permitiria maior inovação.As viagens são uma constante na vida e na obra de Almino. Nômade por gosto e por profissão, o escritor e diplomata inclusive fez das viagens elementos importantes de seu quinteto de Brasília, que em alguns casos torna-se apenas ponto de passagem de personagens em deslocamento. E serão elas, também, o mote do livro que ele agora escreve. Neste caso, diz ele, o protagonista “já saiu, começa viajando”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.Ainda se ambientando a Madri, depois de três anos e meio como cônsul-geral em Chicago, o diplomata João Almino trocou nesta semana os 40ºC da cidade espanhola por dias gélidos em Passo Fundo (RS) , onde foi anunciada, anteontem à noite, sua vitória no 7º Prêmio Zaffari & Bourbon de Literatura, pelo romance “Cidade Livre” (Record).Quinto livro de uma série que tem Brasília como pano de fundo, “Cidade Livre” seguiu uma tradição das obras anteriores do autor ao superar 227 outros romances na escolha do júri – dos cinco títulos de Almino que envolvem a capital federal, apenas o segundo, “Samba Enredo” (1994), não recebeu nenhuma honraria importante no País. Mas o Zaffari & Bourbon, como lembra, oferece hoje ao vencedor “o maior prêmio brasileiro não estatal”, R$ 150 mil.”Fico contente sobretudo porque estou em boa companhia. Aqueles que foram previamente premiados são todos bons escritores”, diz, sobre nomes como Mia Couto e Cristovão Tezza. “Isso sem falar na minha concorrência nesta edição. Havia lido vários dos dez antes mesmo de serem finalistas, era muita coisa boa”, comentou ontem pela manhã, durante entrevista coletiva na 14ª Jornada Nacional de Literatura de Passo fundo, o diplomata, reconhecido pelo apoio que dá à causa da literatura brasileira no exterior.Assim como na ficção, Almino tem várias passagens por Brasília – viveu na cidade por um período antes de cursar o Instituto Rio Branco e, depois, nas funções de diplomata. Descobriu no local uma cidade que serve também como metáfora. “Não é só uma cidade, é um projeto que acompanha toda a história do Brasil independente, associada a esse sonho de modernização.”Nascido na cidade norte-riograndense de Mossoró em 1950, dez anos antes da fundação de sua cidade-personagem, Almino disse que via desde o começo dois caminhos possíveis para sua ficção. A primeira era o regionalista, desde sempre alimentada pelas várias temporadas que passou no sertão do Ceará e pela leitura privilegiada que pôde fazer de romances como os de Graciliano Ramos na pequena biblioteca de seu pai. Mas sentiu que a segunda permitiria maior inovação.As viagens são uma constante na vida e na obra de Almino. Nômade por gosto e por profissão, o escritor e diplomata inclusive fez das viagens elementos importantes de seu quinteto de Brasília, que em alguns casos torna-se apenas ponto de passagem de personagens em deslocamento. E serão elas, também, o mote do livro que ele agora escreve. Neste caso, diz ele, o protagonista “já saiu, começa viajando”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

NOTICIA REPERCUTE NO R.G.DO NORTE TAMBÉM. TRANSCRITO DA TRIBUNA:

 Mossoroense ganha prêmio

O escritor João Almino, norte-riograndense nascido em Mossoró, é o vencedor do Prêmio Zaffari & Bourbon de Literatura da Universidade de Passo Fundo, do Rio Grande do Sul, onde se realiza também um dos encontros literários mais importantes do país, a Jornada Nacional de Literatura (começou ontem). Lá estarão presentes, por exemplo, nomes como o de Gonçalo M. Tavares e Alberto Manguel. A notícia teve repercussão também em Portugal e mereceu destaque na edição de ontem do jornal Público, de Lisboa. Escritores portugueses, como o Helder Macedo um dos  os 10 finalistas, estavam inscritos. Também o angolano Pepetela. Concorriam ao prêmio 288 escritores.

João Almino ganhou o prêmio com o romance  Cidade Livre, editado pela Record, ano passado. Da notícia do jornal Público, destaco o trecho: Cidade Livre foi considerado o melhor romance de língua portuguesa, publicado  no Brasil nos últimos dois anos, entre junho de 2009 e maio de 2011. O romance Natália, do escritor português Helder Macedo, publicado em 2009 em Portugal, pela Editorial Presença, estava  entre os 10 finalistas do prémio considerado um dos mais importantes do Brasil”.

Entre os 10 finalistas estavam ainda Cristovão Tezza, com o romance Um erro essencial,  José Silvério Trevisan (Rei do Cheiro), Luis Ruffato (Estava em Lisboa e lembrei de você),  Pepetela (O Planalto e a Estepe), Rubens Figueiredo (Passageiro do fim do dia), Rodrigo Lacerda (Outra vida), Michael Laut (Diário da queda) e Adriana Lisboa, com Azul corvo.

Em edições anteriores venceram o Prêmio Zaffari & Bourbon, Cristovão Tezza, em 2009, Mia Couto (2007), Chico Buarque (2005), Plínio Cabral (2003), Antônio Torres e Salim Miguel, empatados em 2001, e Sinval Medina, 1999. Na comissão julgadora estavam Ignácio de Loyola Brandão, Miguel Sanches Neto, escritores, Regina Zilberman, Benjamim Abdala Júnior  e José Luís Jobim de Sales, acadêmicos.

Além de ficcionista, João Almino é ensaísta e diplomata de carreira, ensaísta e professor de literatura e de filosofia política. Ensinou em universidades do México e dos Estados Unidos (Berkeley), na UNB e no Instituto Rio Branco. Já obteve outros prêmios literários. Nascido em Mossoró, sua obra é muito pouco conhecida no Rio Grande do Norte. Gostei muito dos seus três romances que li: este Cidade Livre, As cinco estações do amor e O livro das emoções, principalmente este último. Gostaria de ter conhecido aquele fotógrafo cego, o narrador-protagonista do romance que tem Brasília como cenário.

O prêmio é de 150 mil reais. Se a memória não me falha (e já dá sinais) João Almino é cônsul do Brasil em Madri

Potiguar ganha Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de literatura

O escritor João Almino conquista o primeiro lugar pelo romance “Cidade Livre”. Ele ganha R$ 150 mil pelo Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon
Postado em 23/08/2011 às 15:20 horas por Mário Gerson na sessão Cultura
João Almino, com o livro “Cidade Livre” (Record), foi o vencedor do Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura 2011, anunciado ontem, 22, durante a  sessão de abertura da 14ª Jornada Nacional de Literatura. Ele recebeu R$ 150 mil pelo livro considerado o melhor romance em língua portuguesa dos dois últimos anos. O anúncio foi feito pela presidente da Comissão Julgadora, Regina Zilberman.”Atravessei o Atlântico desde a Espanha para receber esse prêmio. E este é o melhor momento para um filho do Rio Grande do Norte conhecer o Rio Grande do Sul, essa terra com uma longa e forte tradição literária que é Passo Fundo, cuja tradição é reconhecida para além das fronteiras nacionais. Os dez finalistas são excelentes escritores; é uma alegria estar em sua companhia. Felicito a professora Tania e a cidade de Passo Fundo pelas Jornadas Literárias”.A obra é o quinto livro de uma série dedicada à epopéia moderna da Fundação de Brasília, contando de forma inovadora e até com linguagem da Internet a história dos operários que ergueram a nova capital do Brasil, entre 1956 e 1960. Essa história é contada pelos depoimentos de um homem que viveu em Brasília nesse período, resgatados por seu filho blogueiro.João Almino é escritor e diplomata. Nasceu no Rio Grande do Norte, em 1950. É autor do “Quinteto de Brasília”, composto pelos romances “Ideias para onde passar o fim do mundo” (de 1987, ganhador do Prêmio do Instituto Nacional do Livro e do Prêmio Candando de Literatura), “Samba-Enredo (1994), As Cinco Estações do Amor (de 2001, Prêmio Casa de lãs Américas, em 2003), O Livro das Emoções” (Record, de 2008) e “Cidade Livre” (Record, 2010), finalista do Prêmio  Portugal Telecom de Literatura. Tem  escritos de história e filosofia política considerados referência para os estudiosos do autoritarismo e a democracia e entre eles destacam-se “Os Democratas Autoritários” (1980), “Era uma vez uma Constituinte “ (1985) e “O Segredo e a Informação” (198 6). Escreveu , ainda,l em 2004 “Naturezas Mortas”- A Filosofia Política do Ecologismo.Almino fez sua formação em Paris, orientado pelo filósofo Claude Lefort. Foi professor da UNAM (México), UnB, Instituto Rio Branbco, Berkeoley, Stganford e Universidade de Chicago.
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