“O PSDB não tem dado a nós o tratamento que esperamos”, declarou Aleluia.

“De um modo geral, o PSDB tem achado que nós somos aliados cativos. É um erro. Nós não somos aliados cativos do PSDB.”

Dá-se de barato entre os tucanos que, em 2014, o DEM apoiará o candidato do PSDB à Presidência da República, seja ele quem for.

E Aleluia: “Trata-se de uma visão totalmente equivocada. Essa ideia do alinhamento automático não existe no nosso partido…”

“…Hoje, o que há é um crescente desconforto com a relação. O PSDB não conseguiu se unificar. Por que deveríamos aderir a algo que está esgarçado?”

O PPS, outro partido que o tucanato enxerga como aliado irreversível prepara para dezembro um Congresso para redefinir o seu papel.

Conforme já noticiado aqui, a legenda presidida por Roberto Freire previu, em documento preparatório do encontro, o debate sobre a candidatura própria.

O texto anota a certa altura: “[…] já neste congresso, discutiremos a possibilidade de candidatura própria para presidente em 2014.”

O repórter perguntou a Aleluia se o DEM pode seguir o mesmo caminho esboçado pelo PPS. “Essa hipótese está crescendo no partido”, ele respondeu.

“Sempre defendi isso. E agora me sinto mais à vontade porque cresce no partido a ideia de uma candidatura própria, sem falar em nomes…”

“…É grande o movimento para ter candidato próprio ou construir uma alternativa nova, independente do PSDB…”

“…De concreto, há a certeza de que não temos nada acertado com o PSDB para 2014. Não temos e não teremos tao cedo.”

Além de ocupar a vice-presidência da legenda, Aleluia preside a Fundação Liberdade e Cidadania, braço de pesquisa e assessoramento do DEM.

Integra, de resto, um grupo em que representantes do DEM e do PSDB analisam as perspectivas de parceria para as eleições municipais de 2012.

O grupo já realizou duas reuniões. Prepara a terceira para o início da próxima semana.

“Há um esforço para caminharmos juntos. Mas nem eles são cativos a nós, nem nós a eles”, disse Aleluia.

Por ora, prevalece o dissenso, por exemplo, em relação a três das mais importantes capitais em disputa nas eleições do ano que vem.

“São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte não são lugares de negociação fácil”, disse Aleluia.

Na capital paulista, o DEM nã hesitaria em associar-se ao PSDB se o candidato tucano fosse o ex-presidenciável José Serra.

“A ausência da candidatura do Serra criou um quadro de incertezas”, declarou Aleluia. “Podemos ter uma opção própria ou conversar com outros partidos”.

Aleluia menciona como alternativa a hipótese de um acerto do DEM com o candidato do PMDB à prefeitura paulistana, Gabriel Chalita.

No Rio, praça em que o tucanato cogita lançar o deputado Otávio Leite, o DEM caminha noutra direção.

Os ex-rivais Cesar Maia (DEM) e Anthony Garotinho (PR) tentam pôr em pé uma chapa dos filhos –na cabeça, Rodrigo Maia. Na vice, Clarissa Garotinho.

Na capital mineira, o PSDB de Aécio Neves prepra-se para repetir em 2012 o apoio ao prefeito Márcio Lacerda (PSB), candidato à reeleição.

“Não congitamos apoiar o candidato do PSD. Temos de criar um caminho novo em Minas”, disse Aleluia. “Pode ser um candidato nosso ou de outro.”

Por enquanto, o único acordo celebrado por DEM e PSDB envolve Aracaju, a capital sergipana.

Ali, o candidato será o ‘demo’ João Alves. O vice deve ser José Carlos Machado, que transferiu-se do DEM para o PSDB.

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Escrito por Josias de Souza às 05h19

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