, Aécio se move com maior desenvoltura. Em privado, diz que o partido, notabilizado pelas divisões internas, vive uma fase de rara tranquilidade. No momento, dedica-se a duas tarefas.

Numa frente, administra as ansiedades. Um pedaço da legenda gostaria que levasse sua cara de presidenciável à vitrine imediatamente. Ele discorda. Acha que pode elevar a taxa de exposição sem oferecer o semblante de candidato a tapas.

Costuma citar uma frase que atribui ao ex-governador mineiro Hélio Garcia: “Candidato não pode ter pára-choque grande”. Quer dizer: colocar o carro na pista antes da hora é coisa que não pretende fazer.

Noutra frente, Aécio calibra o discurso oposicionista, apimentando-o. E se equipa para tentar evitar que sua unção venha a se tornar, como é praxe no PSDB, uma decisão de cúpula. Quer envolver no processo a dita “militância”.

Conforme já noticiado aqui, Aécio deseja submeter-se a um modelo de prévias assemelhado às primárias dos EUA. Nesse modelo, ainda que seja o único postulante, seria convertido em candidato oficial do PSDB numa grande votação que ocorreria em dezembro de 2013.

Na cabeça de Aécio, avizinha-se o seguinte cenário: Lula não será candidato. O PT irá mesmo de Dilma Rousseff. A economia tende a desandar. Parte do transatlântico partidário do governo buscará alternativas. Imagina-se em condições de amealhar novas parcerias

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