A COMPLICADA ALIANÇA PSB-PMDB

Até ontem ainda se tentava resolver o impasse na aliança entre PSB e PMDB. O partido de Roberto Cláudio quer o apoio majoritário, mas o parceiro preferencial cobra reciprocidade na chapa para vereadores. Os parlamentares peemedebistas haviam colocado para a cúpula a necessidade de aliança também proporcional como condição para o acordo na disputa para prefeito. O problema é que o PSB filiou grande número de pré-candidatos a vereador, em setembro do ano passado, com o compromisso de o partido sair sozinho. Nesse cenário, a expectativa era de eleger sete a oito vereadores. Em caso de aliança, o número pode cair pela metade, ou até menos. Não se sabe se levarão a questão a ferro e fogo, mas peemedebistas falam, sim, em romper o acordo com o governador Cid Gomes (PSB).

A esse respeito, a campanha de Elmano de Freitas (PT) aguarda ainda esperançosa de atrair os preciosos minutos peemedebistas. “O PT coloca o tapete do mais puro vermelho para receber os combativos companheiros do PMDB”, avisa o coordenador de projetos especiais da Prefeitura, Geraldo Accioly.

O “ESTALO” FERNANDO HUGO E O PSDB “CONTRA TUDO ISSO AÍ”

Há cerca de 10 dias, Marcos Cals (PSDB) conta que teve o “estalo”: chamar Fernando Hugo para seu vice. A sondagem foi feita na quinta-feira. Ontem, o convite foi aceito. Cals considera seu vice a maior liderança do PSDB em Fortaleza. Realmente, é a história de sucesso tucana numa cidade que só dá amargura ao partido há duas décadas. E é, também pontua, a maior audiência da TV Assembleia. Na campanha, o PSDB deve se apresentar como a “verdadeira oposição”. Nunca teve, nem tem vínculos com a administração. E faz o contraponto na esfera municipal, estadual e federal.

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