Mal o Planalto divulgou a nota confirmando a dança de cadeiras promovida por Dilma Rousseff e Aécio Neves levou à web uma contranota. O presidenciável tucano declarou: “Nas democracias, as reformas ministeriais costumam ter como objetivo corrigir rumos, melhorar a eficiência da administração e, quando possível, ainda diminuir o peso da máquina pública. No governo da presidente Dilma ocorre o contrário.”

Prosseguiu: “A máquina só faz inchar e a busca pela eficiência foi substituída pela lógica da reeleição. Ao que parece, a prioridade é garantir alguns segundos a mais na propaganda eleitoral ao invés de fazer o governo funcionar. Quem paga a conta sempre são os brasileiros.”

Impossível desmentir Aécio. O diabo é que, na sua vez de governar, o tucano Fernando Henrique Cardoso fez coisa muito parecida. Depois dele, Lula fez muito pior. De resto, considerando-se que Aécio e Eduardo Campos buscam no condomínio de Dilma parceiros que lhes ofereçam “alguns segundos a mais na propaganda”, pode-se dizer que os vícios tendem a se perpetuar.
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