Enviado por Gaudêncio Torquato – 
1.6.2014
 | 18h30m

POLÍTICA

Campanha fecha ciclo de 64, por Gaudêncio Torquato

 

Mentiras e versões grassam por todas as partes. A campanha eleitoral só pode chegar às ruas dia 6 de julho. Mas já começou. Basta ver a agenda dos três principais candidatos, onde o destaque é a oratória de palanque, com acusações recíprocas, defesas e promessas.

Luiz Inácio poderá voltar e tomar o lugar de Dilma Rousseff como candidato do PT? Ora, ele nega peremptoriamente. A propaganda governamental – governo federal e de governos estaduais – é proibida de veicular mensagens de cunho eleitoreiro. Mas o que se vê são mensagens de feitos de governantes versando sobre temas de impacto em evidente sinalização de propaganda eleitoral.

Sob a exuberante arquitetura de 12 arenas locupletadas, a partir do dia 12 de junho, que abrigarão o maior espetáculo esportivo do planeta, a Copa do Mundo, a ser vista por 4,5 bilhões de pessoas em 212 países, ares de medo e interrogação se espraiam pelo território, a indicar um dos pleitos mais contundentes de nossa história política.

Por que a eleição deste ano assume posição de destaque na série histórica das disputas? Pelo fato de o Brasil se aproximar, velozmente, de uma encruzilhada, tendo de decidir se continuará a seguir em frente, à direita ou à esquerda.

As direções, neste caso, dizem menos respeito às linhas do arco ideológico e mais às de busca de alternativas, do tipo: redefinição de estratégias de desenvolvimento, correção e ajustes macroeconômicos, implantação de reformas (política, fiscal-tributária, previdenciária, educacional), adequação do papel e do tamanho do Estado a uma nova ordem social e política e ações em áreas sensíveis como direitos humanos, comunicação, sustentabilidade, infraestrutura, servidores públicos etc.

A par das mudanças clamadas pela sociedade e confirmadas por pesquisas, que se imporão a qualquer vitorioso (a) no pleito, trata-se, ainda, de abrir horizontes na radiografia hegemônica do poder, dando chances a novos atores, avançando sobre a desgastada polarização entre PT e PSDB e oxigenando os pulmões da velha política.

 

Leia a íntegra em Campanha fecha ciclo de 64  

 

Gaudêncio Torquato, jornalista, professor titular da USP, consultor político e de comunicação. Twitter: @gaudtorquato