Texto

Gaúcho Osmar Terra critica posição do partido e diz que vice-presidente Michel Temer não é consultado para nada

O deputado Osmar Terra (PMDB-RS), representante de uma das correntes mais rebeldes em relação à aliança com o PT no plano nacional, diz que seu partido corre o risco de se tornar uma legenda de segunda categoria. Nesta terça-feira, em sua Convenção Nacional, realizada no Senado, o PMDB oficializou apoio ao PT para tentar reeleger a presidente Dilma Rousseff.

Mais: PMDB aprova aliança Dilma-Temer, mas voto ‘rebelde’ supera expectativa

Assista ao vídeo:

“Não trata-se de ser contra a Dilma, trata-se de uma coligação com o PT onde o PMDB sempre teve uma posição subalterna. O PMDB nunca foi ouvido para a tomada de nenhuma decisão importante, nem da área econômica, da área social, nenhuma decisão que tenha impacto na vida das pessoas, o PMDB é consultado”, disse Terra. “Acho que o PMDB vai encolher, vai ficar um partido de segunda categoria, subalterno como está sendo do PT, sem futuro político”, acrescentou o parlamentar.

Terra questionou até a posição do vice-presidente da República, Michel Temer, que durante a Convenção fez discurso em defesa da manutenção da aliança entre PMDB e PT. “O vice-presidente da República é comunicado das coisas, não participa das decisões”, afirmou Terra, que mirou baterias para a Esplanada dos Ministérios também. “O ministros não têm poder de decisão nos ministérios”, resumiu ele.

De acordo com Terra, a Convenção Nacional do PMDB não apresentou uma oportunidade de debate interno dentro do partido. “Não houve nenhum debate prévio sobre quais são os pontos que o PMDB defende para o país”, declarou ele. “Não tem sentido essa aliança”. Segundo ele, Dilma poderá ter problemas durante a campanha em função do desejo que o partido tem nos estados de romper com o PT. “Na maioria dos estados o PMDB não vai respeitar, vai fazer campanha para outros candidatos, não para a Dilma”, disse.

O parlamentar do PMDB criticou ainda o fato de o partido não apresentar um nome próprio para a disputa eleitoral. “Porque o PMDB há 20 anos não tem um candidato a presidente da República? Estranho, não é?”, questionou. “É uma posição totalmente subalterna, é um partido que fica a reboque de decisões políticas que ele não controla, não interfere, não sabe quais decisões serão tomadas. Então acho uma infelicidade a gente previamente já estar atrelado a isso. Vamos começar uma nova campanha para mais 4 anos assim”, afirmou ele.

 
Leia tudo sobre:direto do congressopmdbpolíticadeputadopartido