Na semana passada, Luiz Fernando Pacheco foi retirado do plenário do STF por seguranças

POR EVANDRO ÉBOLI

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Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, entrou com uma representação criminal contra o advogado Luiz Fernando Pacheco<br />
Foto: Jorge William / Agência O Globo
Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, entrou com uma representação criminal contra o advogado Luiz Fernando Pacheco – Jorge William / Agência O Globo

BRASÍLIA – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, entrou com uma representação criminal no Ministério Público Federal no Distrito Federal contra o advogado Luiz Fernando Pacheco, que atua na defesa do ex-presidente do PT José Genoino. A representação é o pedido formal para que o MPF processe Pacheco. Barbosa acusa o advogado de cometer os crimes de desacato, calúnia, difamação e injúria contra ele durante sessão da semana passada, quando o defensor do petista cobrou do presidente do tribunal que pautasse o pedido para que Genoino cumpra sua pena em casa.

Na sessão, Pacheco foi retirado do plenário do Supremo por seguranças, a pedido de Joaquim Barbosa, após interromper a sessão e se recusado a parar de falar. O advogado argumentou que os processos de execução penal têm preferência na pauta e, por isso, o pedido de Genoino deveria ser analisado primeiro. Nas suas declarações, Pacheco acusou Barbosa de abusar de sua autoridade e ainda chamou o presidente do STF de figura nefasta.

No plenário, antes da confusão, o advogado disse que o processo de seu cliente já recebeu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e está agora nas mãos de Barbosa. O ministro questionou o procedimento do advogado, perguntando se ele iria “pautar” o pedido de seu cliente. Pacheco respondeu que Barbosa deveria “honrar esta Casa e trazer aos seus pares o exame da matéria”. Depois de tentar prosseguir, Pacheco teve o microfone cortado após pedido de Barbosa. Mesmo assim, Pacheco, demonstrando nervosismo, continuou falando. Barbosa, então, ordenou aos seguranças do plenário que retirassem Pacheco. Ele reclamou da forma como Barbosa conduziu a situação, que afirmou ser “abuso de autoridade”. O presidente do STF ainda respondeu que quem estaria abusando de autoridade era Pacheco.

 

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