Por iG São Paulo | 06/09/2014 14:20 – Atualizada às 06/09/2014 14:29

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Foram citados os nomes da governadora Roseana Sarney e do ex-governador Sérgio Cabral, além de parlamentares

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa citou o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, o ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no mês passado, e até o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, como nomes envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras, segundo a revista Veja. Costa depôs em regime de delação premiada na Polícia Federal.

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Geraldo Magela/Agência Senado
Ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto da Costa

Segundo a publicação, que diz ter tido acesso às gravações contendo o depoimento, a lista de envolvidos tem 25 deputados federais, seis senadores e três governadores, além do ministro Lobão.

De acordo com a revista, o ex-diretor citou nomes do PMDB, PT e PP entre os envolvidos. Estão na lista nos nomes dos presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e do Senado, Renan Calheiros e o senador Romero Jucá, todos do PMDB. O senador Ciro Gomes, presidente nacional do PP, também aparece na lista. Além deles, Costa também delatou os deputados Cândido Vacarezza (PT) e João Pizzolatti (PP) e Mario Negromonte (PP), que já foi ministro das Cidades. 

Esquema de corrupção

Segundo a publicação, os esquemas de corrupção começaram nos dois últimos anos do governo do ex-presidente Lula e foi perpetuado no governo Dilma Rousseff. Costa teria afirmado que Lula sabia de tudo.

Costa teria explicado que as empresas contratadas pela estatal eram obrigadas a contribuir para um caixa dois, que tinha como beneficiários os partidos políticos da base de sustentação do governo. A revista não cita valores.

O ex-diretor optou pela delação premiada no último dia 22. Diretor de Pasadena, ele também foi responsável pela obra da refinaria Abreu de Lima, em Pernambuco, que custou US$ 18,5 bilhões (R$ 42,2 bilhões). Segundo a Polícia Federal, os contratos foram superfaturados e o dinheiro era repassado ao doleiro Alberto Youssef.

A publicação afirma que a delação deve durar mais três semanas. os agentes ainda não começaram as perguntas sobre a refinaria de Pasadenha, mas ainda de acordo com a Veja, conversas preliminares já confirmaram que houve fraude na aquisição.