Veja o que o mercado diz sobre a nova equipe econômica do governo Dilma

Por iG São Paulo * | 27/11/2014 16:35 – Atualizada às 27/11/2014 17:04

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Em comunicado, a Presidência também informou que Alexandre Tombini continua à frente do Banco Central


Wilson Dias/Agência Brasil

Alexandre Tombini (Banco Central), Nelson Barbosa (Planejamento) e Joaquim Levy (Fazenda) são apresentados em Brasília

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira (27) os novos membros de sua equipe econômica: Joaquim Levy é o novo ministro da Fazenda e Nelson Barbosa é o novo ministro do Planejamento. Alexandre Tombini permanecerá a frente do Banco Central.

Veja o que o mercado achou da escolha da presidente:

Federação Brasileira dos Bancos (Febraban)

“Estamos mais otimistas com o próximo ano, esperando que estas indicações contribuam para a retomada da confiança o que, como os mercados indicam, já começou a ocorrer.”

Confederação Nacional da Indústria (CNI)

“A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que os nomes escolhidos pela presidente Dilma Rousseff para comandar a equipe econômica a partir de 2015 têm reconhecida competência técnica. Os novos ministros certamente atuarão de forma eficiente e eficaz para implementar as medidas capazes de elevar a competitividade da economia brasileira. Essa agenda é fundamental para o futuro da indústria.”

Leia mais: Conheça mais sobre Joaquim Levy, novo ministro da Fazenda

Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN)

“A indicação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda é uma prova auspiciosa e inequívoca de compromisso do segundo governo Dilma Rousseff com uma política econômica focada na estabilidade. A atuação firme e competente de Levy como secretário de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro deixou um legado para a administração das contas públicas no estado.”

Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente-executivo do Bradesco

“Os nomes de Joaquim Levy, Nelson Barbosa e Alexandre Tombini representam pilares de credibilidade, cada qual em sua área. Mas eles se complementam e dão unidade de ação a um governo que almeja o controle da inflação, a austeridade fiscal e a elaboração de um conjunto de reformas estruturais modernizadoras.”

José Berenguer, presidente-executivo do JP Morgan no Brasil

“As escolha são excelentes. São profissionais de muita qualidade e ótima interlocução com os setores da economia.”

Arnaldo Curvello, diretor de gestão de recursos da Ativa Corretora

“O mercado está bastante ansioso (por medidas fiscais), mas, pensando de forma racional, vamos lembrar que Levy não é alguém que estava no bloco de comando nos últimos anos. (…) Eu acho natural que, antes de tomar qualquer medida, ele gaste um tempo para entender como está a casa.”

“Tudo indica que ele vai ter uma autonomia grande e é sempre bom ver isso atestado. A minha percepção é que isso deve ser reforçado no discurso e deve manter o bom humor nas próximas semanas.”

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Neil Shearing, economista-chefe para mercados emergentes da Capital Economics

“A nomeação de Joaquim Levy como ministro da Fazenda, em particular, vai reforçar as esperanças de um retorno a políticas mais ortodoxas durante o segundo mandato da presidente Rousseff. Enquanto a política fiscal e monetária não devem ser apertadas nos próximos trimestres, suspeitamos que a nova equipe vai lutar para avançar as reformas necessárias.”

*com Reuters