Polítca09/01/2016

Eleição em Fortaleza, um panorama geral

2

notícia 1 comentários

Ao longo desta semana, a coluna tentou traçar um panorama geral da eleição municipal de 2016 em Fortaleza. Uma tentativa de síntese, a começar pelas candidaturas:

 

O prefeito Roberto Cláudio (PDT), em que pesem pesquisas públicas e internas apontando que sua situação hoje não é das melhores, é candidato muito forte. Se não por outra coisa, porque está no cargo. Os dois prefeitos de Fortaleza que concorreram à reeleição saíram vitoriosos – Juraci Magalhães e Luizianne Lins. Além disso, tem muitas obras a entregar e uma robusta aliança política, ainda que enfraquecida em relação á que o elegeu. Todavia, natural para quem está no cargo, será o candidato mais cobrado, alvo prioritário dos demais. E com polêmicas em sua gestão que serão bastante exploradas.
Capitão Wagner (PR) é o candidato de oposição que mais tem se articulado. Chega com respaldo de fenômeno eleitoral que bateu dois recordes, na última eleição para vereador e, depois, para deputado estadual. Tem muita penetração nas corporações policiais e entre seus familiares, contingentes que têm feito dele esse sucesso eleitoral. Em função da óbvia vinculação ao tema da segurança pública, é considerado candidato de grande potencial nas áreas mais violentes – as periferias. Tem o desafio de atrair outros eleitores, sobretudo de classe média. E, também, de formar uma aliança eleitoral forte.

Heitor Férrer (PSB) já passou perto de chegar ao segundo turno em 2012. Para este ano, já tem marqueteiro contratado e deve apostar numa campanha mais profissionalizada e estruturada. Tem penetração entre a classe média. E sua trajetória está atrelada ao discurso em torno da ética, que deve ser uma das tônicas das eleições no Brasil todo. A dificuldade é entrar na periferia e conseguir aliança que o torne viável. Outra coisa: Heitor se notabilizou como opositor ao governo de Cid Gomes. Com ele fora da administração estadual, o deputado perdeu um pouco da projeção. Um provável mote de sua campanha será o atrelamento ao que representa Roberto Cláudio e seu vínculo com o grupo do ex-governador, que tem muito prestígio, mas também muita rejeição.
O PT ainda é uma grande interrogação sobre a candidatura própria, na hipótese de ir para a disputa, Luizianne Lins é o nome mais provável. Duas vezes prefeita, reeleita no primeiro turno, deputada federal e com inegável carisma, é uma candidata forte. Porém, saiu da administração desgastada. E enfrentará desafio que valerá para o PT no Brasil todo: crise política e econômica, queda da popularidade de Dilma Rousseff e mesmo de Luiz Inácio Lula da Silva – que foram pontas de lança dos petistas por várias eleições. É, seguramente, as mais difíceis eleições para o PT desde a chegada ao poder.
No Psol, Renato Roseno (foto) tem a candidatura com menos dinheiro, menos alianças. Seu discurso, ainda mais no atual contexto de descrédito na política, tem potencial para crescer, mas tem na falta de estrutura um enorme obstáculo para ter chance real de vitória.
Vitor Valim (foto), do PMDB, explora com mais ênfase que Wagner o discurso da segurança. O PMDB ainda não demonstrou convicção de que terá candidato. Mantém conversas e pode fechar aliança para apoiar outro partido. Mas, Valim é visto como opção que pode se viabilizar no mesmo campo de Wagner: segurança e periferia.
E há Moroni Torgan (DEM). Ele foi candidato em todas as eleições municipais de 2000 para cá. Esse ano, coloca-se como alternativa. Porém, pelo que se negocia nos bastidores, no Paço Municipal é dado como certo o apoio dele a Roberto Cláudio. Na coluna de quarta-feira passada, ao se referir a potenciais adversários de Roberto Cláudio, falava de três candidaturas praticamente certas, duas possíveis e uma improvável. Acabei não dando nome a essa última, por falta de espaço. Trata-se de Moroni.
ANÁLISES

Para ler as análises completas sobre o quadro eleitoral feitas pela coluna:
Como Roberto Cláudio chega para sua campanha de reeleição: http://bit.ly/chancesprefeito

O quadro geral das potenciais candidatas de oposição: http://bit.ly/1ZSqFwz

PT, a grande incógnita: http://bit.ly/ptfortaleza

A conjuntura para esta eleição: http://bit.ly/conjunturaeleitoral

ERREI

Na coluna da quarta-feira, 6, no último parágrafo da primeira nota, referi-me equivocadamente ao mandato exercido pelo Capitão Wagner. Ele é deputado estadual.

espaço do leitor

Luiz Fortaleza 09/01/2016 18:33

Luizianne sofreu perseguição da imprensa direto, com meu bairro na TV. A imprensa local foi uma mãe com Roberto Claudio, aumentando absurdamente IPTU, passagem de onibus duas vezes em 2015 e todos calados. A chuva de hoje, reportagem nenhuma foi filmar area de risco. Mas no tempo da luizianne, só faltava a imprensa fuzilar a mulher.
1