Novos tempos

Quem ainda acha que a impunidade campeia como até o passado recente, é melhor rever esse conceito. Mais do que isso, está na hora de hipotecar confiança nas instituições sérias e livres deste País.

Não há mais espaços para a impunidade, nem ambiente para elementos corruptos na vida pública brasileira. Se a incredulidade persiste, observe os números alentadores da Operação Lava Jato, noticiados pela VEJA:

“A soma das condenações de acusados na Operação Lava Jato ultrapassou os 1.000 anos. Até aqui, 74 investigados foram sentenciados a um total de 1.133 anos e um mês de reclusão.

A maior pena foi aplicada ao ex-ministro José Dirceu (Casa Civil no governo Lula). Ele pegou 23 anos e 3 meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

No âmbito das investigações de desvios na Petrobras já foram fechados 57 acordos, dos quais 52 de colaboração premiada, cinco de leniência e um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

A força-tarefa da Lava Jato já ofereceu, na primeira instância, acusação contra 207 investigados – entre executivos, funcionários ou sócios de empreiteiras, intermediários, operadores ou doleiros, ex-dirigentes da Petrobras e políticos – em 42 denúncias desde o início da operação, em março de 2014.

Até esta terça-feira (17), segundo a Procuradoria da República, 111 acusados haviam sido condenados em 18 processos, somando um total de 990 anos e 7 meses de condenações. Deste total de sentenciados, 93 foram condenados (83,78%), quatro absolvidos (3,6%) a pedido do próprio Ministério Público Federal e três réus absolvidos sem interposição de recurso (2,7%).

Outros nove foram absolvidos e tiveram recursos interpostos (8,1%) e mais duas absolvições com a interposição de recursos já foram transitadas em julgado (1,8%).

Com a sentença do juiz Moro, naquarta-feira (18), que impôs 23 anos e 3 meses a Dirceu e outras pesadas sanções a réus ligados ao ex-ministro, as condenações passaram do marco de 1.000 anos. Dirceu recebeu a maior pena da Lava Jato.

A segunda maior agora é do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, que recebeu 20 anos e 8 meses, em outra ação cuja sentença é de setembro de 2015.”

Ainda acha que a impunidade campeia?

Se acha, pois saiba que a operação Lava Jato ainda vai produzir muita coisa positiva, colocar mais bacanas atrás das grades, inclusive, personagens de alto coturno da política brasileira, e não deixará nenhuma sujeira debaixo do tapete.

Os tempos são outros.

As algemas, também.

 

Quem é um líder da quadrilha?

O ex-ministro José Dirceu (PT) pegou uma “cana” de mais de 23 anos, por vários crimes cometidos contra os cofres da Petrobras, descobertos pela operação Lava Jato.

Mas, diferente do mensalão em que ele foi condenado como “chefe da quadrilha”, desta vez não aparece com essa condição hierárquica do grupo criminoso. No petrolão ele era um liderado.

O juiz Sérgio Moro deixa evidenciado que o líder da quadrilha é outro. Quem?

Bom, Moro nada adiantou, todavia, as algemas para o líder já estão polidas. As evidências foram confirmadas em provas irrefutáveis, que serão reveladas em tempo próximo.